Saiba tudo sobre o PIX, o novo sistema pagamentos no Brasil.

O novo sistema desenvolvido pelo Banco Central começou a funcionar na última segunda feira e promete estimular a digitalização de pagamentos no Brasil.

Já são mais de 30 milhões de pessoas cadastradas e mais de 71 milhões de chaves PIX registradas. Está disponível para clientes de 734 bancos, corretoras e instituições financeiras com operações no país.

O mercado espera que o sistema gratuito substitua as transferências por DOCs e TEDs. Com o PIX, as pessoas podem fazer pagamentos a qualquer hora, sete dias por semana, além de efetuar compras on e off-line, com trocas que devem levar no máximo 10 segundos. Naturalmente, os diferenciais do sistema são as trocas de dinheiro de forma fácil, rápida e gratuita.

PIX E OS EFEITOS NO COMÉRCIO

A expectativa é que, em pouco tempo, os comerciantes brasileiros possam adotar o recurso. Além da velocidade da transação, os lojistas vão se beneficiar com a redução de custos de recebimento, por exemplo, com taxas de operadores de cartão. Isso porque as taxas cobradas de pessoas jurídicas serão inferiores as cobradas pelos cartões de débito e crédito comuns.

Com o PIX, o Banco Central espera reduzir a utilização de papel moeda. Segundo o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, o sistema também suporte funcionalidades como cashback e pagamentos programados.

PIX E OS EFEITOS NO CONSUMIDOR

O PIX já está disponível para todas as pessoas que possuam uma conta corrente em instituições financeiras do país. Antes de qualquer coisa, é preciso cadastrar uma Chave PIX, uma espécie de identificação no sistema. Depois, o usuário pode fazer um “PIX” para qualquer outro usuário do sistema de forma rápida e gratuita.

A transferência pode ser feita das seguintes formas:

  • Pela “chave de endereçamento”: e-mail, CPF ou CNPJ, número de celular ou código de números e letras, o “EVP”;
  • Por um link gerado pelo celular;
  • Por leitura de QR Code;

No comércio, o vendedor poderá gerar um QR Code, e o comprador, com o próprio celular, vai ‘ler’ e pagar automaticamente. Por isso, todos pagamentos dependem da internet.

Empresas como a Uber, já aceita pagamentos pelo sistema. O PagTesouro, sistema de recolhimento aos órgãos públicos federais, já recebe o pagamento de taxas como: emissão de passaporte; multas eleitorais, de trânsito ou ambiental; inscrições de concursos e cursos; importação de produtos; registro de patentes; custas judiciais; aluguéis de imóveis públicos.

É SEGURO? COMO SE PROTEGER DE FRAUDES?

A tecnologia é instantânea e, por isso, requer segurança redobrada. Ainda no período de testes, foram identificados vários golpes contra os usuários. Existem diversos sites falsos capazes de roubar informações e dados pessoais.

Por isso, é preciso muita atenção com site sem procedência e mensagens suspeitas por SMS, WhatsApp, e-mail ou pelas redes sociais.

Para proteger o usuário, o Banco Central definiu que serão possíveis reembolsos sem autorização da pessoa que recebeu o depósito, em casos de suspeita de fraude ou comprovação de crime.

Com o lançamento do PIX, é esperado um grande impacto no mercado. Por um lado, transferências tradicionais e emitir boletos vão se tornar obsoletos. Por outro, muitas empresas devem se beneficiar, uma vez que as transações tendem a ser ainda mais rápidas e fáceis para os clientes.

Toda novidade, também é uma oportunidade.

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